domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


Feliz Natal!

Os textos chamados natalinos são todos de natureza revolucionária e marginal.

José é maior que o machismo, e aceita sua mulher, sem poder explicar para ninguém a gravidez dela (isso se alguém tivesse descoberto), mas apenas aceita o testemunho de um anjo, e, ainda pior: num sonho. José torna-se marginal. Deflagra as chamas da revolução da dignidade.

Os magos do oriente chegam conforme a Ordem de Melquizedeque, pois, sem terem nada a ver com a genealogia de Abraão, seguem uma estrela que anda no interior deles, e, caminhando nessa simplicidade discernem aquilo que os teólogos de Jerusalém só sabiam como "estudo bíblico". Os que tinham a Escritura (os escribas), não tinham a Revelação. E quem nada sabia da Escritura tinha sabido o necessário acerca do Verbo pela via da Revelação. Uns sabiam o endereço: "Em Belém da Judéia…", mas não tinham a disposição de sair do lugar… amarrados que estavam à idéia de que conhecer o texto leva alguém a qualquer lugar. Já os que perguntavam (os magos), estavam no caminho… seguiam… e são eles os que chegam onde Jesus estava. Eles dão testemunho do potencial revolucionário do Evangelho para qualquer alma da Terra. Esta é a revolução supra religiosa, conforme a Ordem de Melquizedeque.

A velha Isabel dá a luz um filho. Seu velho marido não pode nem contar a história, pois fica mudo. É a revolução dos estéreis e mudos.

O rei dos judeus não tem onde nascer! Esta é a subversão dos poderes!

Pastores distraídos são visitados por miríades de anjos—e eles representam os homens de boa vontade. É a marginalidade da Glória!

Nenhum dos sábios de Jerusalém discernem o Príncipe Eterno quando seus pais o levam ao templo para a circuncisão, mas apenas uma profetiza velha e um ancião sem significado religioso. A revelação não sabe os nomes dos sacerdotes!

Ou seja: a começar da Encarnação como Natal (nascimento), o Evangelho é para aqueles que não se esperava que fossem discerni-lo.

A Revelação é quase sempre marginal!

Os grandes atos de Deus não acontecem em Palácios, mas em choupanas e estrebarias. E a voz mais veemente do natal é a voz da virgem, da Maria simples, e que troveja a justiça de Deus sobre as nações. Ela é quem anuncia a grande subversão divina. E faz isto como um Cântico.

Dedico este texto a todos os que hoje se sentem afastados da religião, e que ainda carregam a culpa de assim estarem afastados.

Deus não é oficial. A vida não é oficial. O amor não é oficial. A Graça de Deus é sempre subversão e marginalidade. Na oficialidade são feitos os julgamentos. Na marginalidade explode a vida.

Abra seu coração e siga o Guia, conforme os magos. Seja generoso como José. Corajoso como Maria. Fértil como a estéril Isabel. Convicto como o mudo Zacarias. Alegre como aqueles que são acordados nos campos pela voz de anjos. Capaz de antever a salvação como esperança mesmo que você seja velho como Simeão e idoso como Ana.

Nas narrativas do Natal nas Escrituras não são as pessoas que vão a Deus, mas Deus que vai às pessoas.

O Natal acontece como afirmação de que em Jesus, Deus se reconciliou com os homens. Assim, não se sinta excluído, pois, eu sei, nestes dias, Deus enviará corais de vozes interiores, e nos ajudará a discernir o caminho interior da estrela, e nos fará contentes com a Graça de Hoje, e que será a esperança de amanhã, para nós e para todos os humanos.

No Natal Jesus é a alegria dos homens!






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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ajude Crianças na Nigéria Acusadas de Bruxaria pelos verdadeiros Bruxos Religiosos!

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entre em contato com a equipe do Caminho Nações

sábado, 7 de novembro de 2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA






Mensagem ministrada pelo Pr. Caio sobre este momento histórico.


[...]


Eu não creio em reformas!


Reformas dão formas às formas que existem – são novas formas. E essa forma de cristianismo que está aí foi uma invenção do imperador Constantino há 1700 anos. Não tem nada a ver com Jesus nem com o Novo Testamento, é uma construção humana.


Reformar isso aí? Para quê? Para que reformar aquilo que Jesus nem reconheceu como tendo relação com ele?


[...]


A questão é mais séria. É saber se aquele a quem nós mencionamos como Jesus – esse nome que evangélico usa assim de maneira babante o dia inteiro, sem significado –, se esse Jesus dos evangélicos tem alguma coisa a ver com o Jesus dos Evangelhos.


E a gente verifica que não! Que são entes diametralmente opostos! O Jesus da igreja não é nem primo do Jesus dos Evangelhos! É inimigo do Jesus dos Evangelhos de tão diferente dele que ele é.


A terminologia igreja define um cassino hoje em dia. E não o ajuntamento da piedade, do amor, da misericórdia, do carinho, da graça, da bondade.


O termo evangélico entre nós contradiz o que o sentido do termo evangélico define. Evangélico. No Novo Testamento, é uma expressão usada por Paulo escrevendo uma carta aos Filipenses, onde ele manda que lutemos juntos pela fé evangélica. No Novo Testamento, evangélico é aquilo que carrega a qualidade do Evangelho.


Portanto, hoje, a nossa volta, quando vemos esse termo sendo usado de uma maneira abusiva... tudo é evangélico, todos são evangélicos! Agora só tem evangélico! E você fica vendo quem são os evangélicos. Eles são tudo, menos evangélicos! Porque não carregam nenhuma gota, nenhum sereno do conteúdo do Evangelho em suas mentes, almas, decisões, sentimentos e compreensões.


Portanto, é outro estelionato, nem o termo dá para usar.


De fato, nós estamos vivendo dias dificílimos na história humana, muito mais difíceis do que aqueles que caracterizaram e marcaram os tempos da Reforma Protestante no século XVI.


O que se tinha então, à época, se repete hoje aqui com potencializações, com variedades temáticas e com implicações e desdobramentos que estão para além da nossa capacidade de compreender e de aceitar até algum tempo atrás. Mas hoje, essas coisas se transformaram em realidades insofismáveis a nossa volta, a tal ponto, que até o termo “igreja” já padece de definições, já não se pode mais falar em igreja assumindo que as pessoas saibam o que signifique.


Igreja é esse bazar de ofertas perversas e idolátricas que se constitui a nossa volta com todos os matizes. Até os grupos históricos já entraram nas ondas das doenças barganhantes neopentecostais. O que a gente tem à volta não é algo que possa ser enfrentado com uma reforma.


Re-formar o quê? Dá uma outra forma a essa coisa que está aí? Pode se dar a reforma que se quiser, não adiantará nada. Nós estamos diante da necessidade de Regeneração, de conversão, de esquecer que nós talvez tenhamos sido cristãos e voltarmos ao momento gênesis da nossa consciência e assumirmos uma reconversão profunda da consciência do Evangelho. Do contrário, pode se emoldurar como se quiser o que nós hoje chamemos igreja, porque ela terá apenas uma outra configuração, mas esses conteúdos que aí estão a tornam irredimível do jeito que ela está.


Por isso, não se pede de nós nem 95 teses, nem 50, nem 15, nem 26, nem 12, nem 13, é uma só.


A tese é o Evangelho, o resto é comentário.


O QUE É O EVANGELHO? O Evangelho é a certeza de que Deus estava em Cristo e reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e essa é uma decisão unilateral de Deus.


O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato de que se nós o amamos, quem quer que de nós o ame, é porque Ele nos amou primeiro.


O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que não há barganhas a fazer com Deus e que está tudo consumado e pago! Que o grito definitivo “Tetelestai”, está pago, de Jesus na cruz cancelou todas as coisas, todas as culpas.


O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que o escrito de dívidas da lei de Moisés, lei moral, cerimonial, de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente, encravado na Cruz. E com esse ato de Jesus, ele esvaziava os principados e as potestades de seu poder, triunfando sobre eles na Cruz.


O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato real de todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus alcança graça em plenitude absoluta, total! Graça que me justifica e que me salva, graça que me santifica, graça que me unge, graça que não só me torna aceitável diante de Deus sem barganhas a fazer, mas graça também que me capacita, me fortalece, me condiciona na justiça, me educando na verdade para que eu ande conforme o Evangelho.


O QUE É O EVANGELHO? Se não a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse feito em meu lugar, não haveria nada que eu pudesse fazer que realizasse qualquer coisa em meu favor.


Ora, o Evangelho simplificadamente é isto!


E a convergência total e absoluta dele é para Jesus. A convergência do Evangelho não é nem para a Bíblia, não é nem para a Escritura, a convergência do Evangelho não é nem para a fé, a convergência do Evangelho é para Jesus. Porque fé sem Jesus não produz absolutamente nada, é fé na fé. Porque as Escrituras ou a Bíblia, sem Jesus é a mãe de todas as heresias, e a história do cristianismo é a prova disso. Porque as Escrituras lidas sem Jesus são um balaio de gato inconciliável, são a receita para a gadarenização psicológica da mente, é querer que as Escrituras se somem a Jesus, e que o pacote seja então a nossa fé. Não é!


A partir de Jesus ficamos sabendo de Jesus pelos Evangelhos, e pelos Evangelhos ficamos sabendo que Jesus é o cumprimento das profecias e aí, pelos Evangelhos e pelo cumprimento das profecias, ficamos também sabendo que o próprio Jesus expôs aos seus discípulos o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. E vem Paulo e o escritor dos Hebreus nos dizem que quem tem Jesus tem toda a revelação de Deus, que Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, Ele é o Verbo, Ele é a Palavra. Ele é a totalidade de todas as coisas, Nele, Jesus, estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.


Por isso, até as Escrituras estão relativizadas. O escritor de Hebreus nos diz que a quantidade imensa de textos das Antigas Escrituras eram sombras, tipos, arquétipos, simbolizações que caíram em caducidade ou em obsolescência diante da realização da encarnação da plenitude do Verbo de todas as coisas, da Palavra eterna que é Jesus.


Então, nem a Escritura me serve mais para ser o ponto de referência. Meu único ponto de referencia é Jesus. A partir de Jesus eu releio a Bíblia inteira, o que couber e ficar conforme o espírito de Jesus e do Evangelho permanece, o que se antagonizar ou se tornar infantil diante da realização e do cumprimento pleno de tudo já em Jesus é descartado.


Jesus é o centro.


A Reforma dizia: “Só as Escrituras, só Cristo, só a Graça, só a Fé”. É muito pilar! O pilar é um só. A pedra de esquina é uma só. É de Jesus que toda a Graça procede. Não precisa afirmar a graça ao lado de Cristo, sem Cristo não há graça. Graça é o favor imerecido, é o Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo que é o precipitador e o mantenedor de toda a graça. De modo que não posso falar Cristo e graça. Sem Cristo não há graça, não posso dizer só Cristo mais a fé, sem Cristo não há fé. Não posso dizer só Cristo mais as Escrituras, a Escritura concorrendo com Jesus esquizofreniza a mente.


É só Jesus! A Escritura tem que ser lida a partir do Verbo encarnado.


Quando essa conclusão entra no nosso coração, há uma revelação que simplifica o olhar na vida e também radicaliza até as essências das nossas decisões. Aí não há mais barganhas a fazer, aí não dá mais para você ficar com conluios com o cristianismo.


O cristianismo, praticamente, nos ofereceu 1700 anos de bruxaria desde o imperador Constantino e não parou com a Reforma Protestante. A gente não pode ficar nem com o lado protestante do cristianismo, que nada mais é do que uma versão grega, polida, de um catolicismo que fez literalmente dieta, dieta de santos de gesso, de barro, disso e daquilo, mas que por seu turno dogmatizou sua própria eclesiologia e trouxe para dentro pacotes e mais pacotes, doutrinas humanas que aguaram o Evangelho e criaram absolutos que relativizam a Verdade insofismável da Palavra.


Por isso, o próprio protestantismo está sob juízo. E este movimento que a gente chama de evangélico, que é essa coisa, essa Hidra, essa besta de muitas cabeças, tem tudo! Menos o Evangelho. É uma logorréia do nome de Jesus, que baba como gorococo o nome de Jesus, mas não é o Evangelho.


O que se anuncia é o anti-evangelho! O que se anuncia hoje dentro das igrejas é pura macumba. O Deus que está instaurado é Mamon.


O altar é aquele no qual a gente só se ajoelha com expectativa de receber alguma coisa diante de Deus se puser grana, se participar das campanhas, todas elas baseadas na obsolescência do Velho Testamento. Aí tem que ser baseado em Gideão, em Sansão, em Jefté, nos juízes, na pancadaria, na maldição, porque no espírito do Novo Testamento eles sabem que não dá para sobreviver com isso que eles chamam de igreja.


É por isso meus amigos que na parte que me diz respeito, com companhia ou sem companhia, essa é a minha trajetória que não está começando agora. Desde 94 que eu orava e pedia a Deus que me livrasse do meio evangélico, que para mim já me tornara insuportável, não “convivível”. Daí eu ter reduzido as minhas amizades a tão pouca gente... No mais não dava. Se não dava em 94 para mim, quando eu era presidente da Associação Evangélica Brasileira, quando eu ainda mantia os ecos de uma esperança que falia dentro de mim, quanto mais hoje.


Estou definitivamente rompido com isso, para poder estar definitivamente casado com o Evangelho. Não há barganhas a fazer com a igreja evangélica, nem com o movimento neopentecostal, não há barganhas a fazer com o puritanismo presbiteriano que também nega a graça e se apresenta com carteira de identidade de boa conduta e de purismo de interior hipócrita. Não há barganhas a fazer com o cristianismo, com a sua hiper valorização ideológica política, com seu culto aos bens, ao poder, ao status.


Não há barganhas a fazer com aqueles que ficam em cima do muro, anunciando de modo politicamente correto o Evangelho destes púlpitos de oráculos magificados pela superstição e pela paganidade da nossa religião de infantes perdidos, não dá! Para mim não dá mais!


Quem quiser e achar, e julgar, e crer que esse caminho é um caminho puro e simples do Evangelho, eu sou irmão de todo aquele que andar nessa vereda.


Agora, não me associo, não participo, não admito conluios, não creio que seja Evangelho o que se diz com o nome de Evangelho. Não creio que se esteja pregando a Jesus quando se fala o nome de Jesus, não me deixo confundir por nenhuma destas coisas, porque se o conteúdo não for exclusivamente do Evangelho, podem banhar o Cristo de purpurina, a esse Cristo eu direi: Arreda-te em nome de Jesus!


Autorização me é dada por Jesus, me é reforçada pelos apóstolos e, especificamente, recomendada por Paulo, que diz que se vier qualquer outro evangelho vestido de qualquer coisa, mesmo que chegue impregnado de terminologia por nós conhecida, mas se negar o fundamento e a essência da graça de Deus, de que está tudo feito, realizado, pago, consumado por Jesus, não é Evangelho.


E Paulo disse que mesmo se viesse um anjo de luz anunciando isso ou aquilo, mesmo que os anunciadores se travestissem de ministros de justiça ─ ele vai mais além ─ mesmo que eu ─ o próprio Paulo ─ chegue aqui pregando outro evangelho que não seja esse, me repreendam! Chamem-me de Anátema! Pois é sob a recomendação de Paulo que eu estou dizendo em nome de Jesus, que o que se instituiu a nossa volta é anátema! É abominação!


E quem quiser continuar andando em conluio com isso saiba: está caminhando de mãos dadas com a pior feitiçaria já inventada na terra, que é essa praticada blasfemamente em nome de Jesus. Essa que provoca esse grande estelionato do Evangelho. É essa que tornou o termo igreja algo que define um agrupamento de assaltados pelos assaltantes mais sofisticados, venais e calhordas que já surgiu na história humana.


Quem quiser continuar com esse conluio, achando que basta cultuar a Bíblia, carregar o livro, dizer que você é um homem da Palavra porque carrega esse livrão, que nada mais é do que um best seller que endinheira organizações que vivem é da venda do produto sem preocupação com a absorção do conteúdo, se você quiser continuar andando neste caminho, ande, se enterre com a Bíblia! E vá para o inferno com a Bíblia sem Jesus no coração!


Está me achando radical? Meu irmão, o adágio popular diz que uma andorinha só não faz verão, mas quando o verão chega, até as andorinhas acovardadas têm que voar porque fica quente demais.


A minha esperança, que vim até aqui fazendo um voo meio solitário com alguns amigos e irmãos queridos, é que o calor do verão se torne insuportável, aí quem sabe as andorinhas acovardadas batam asas e descubram que ou a gente se une para virar esta estação ou o verão eterno vai nos queimar até que se torne completamente insuportável.


Mas é você que define se o seu caminho é o do clube ou se é o do caminho do Caminho.


Se a jornada é daqueles que se tornam seguidores contemplativos de Jesus ou se você se tornará um discípulo engajado. Se você é daqueles que vão preferir lamber e beijar afetivamente o engano da religião ou se você vai cuspir essa maldade e vai comer o Pão da Vida, e vai apenas se alimentar daquilo que seja puro e simplesmente Jesus. Porque o que não seja Jesus provoca digestão eterna no coração.


É só isso que eu tenho a dizer!


O mais é decisão de quem quer que seja grande e não esteja mais disposto a ficar brincando no presépio do cristianismo, se enganando enquanto diz que sonha todo dia com uma grande mudança, uma reforma na igreja.


Reforma de igreja só acontece com templo, em pedra. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha, disse Jesus. O vinho novo a gente não põe em odre velho, momentos novos, catarses definitivas demandam conteúdos e formas que se adéquem ao tempo, à hora e ao momento.


De modo que não vai dar nem para aproveitar alguma coisa. A nossa viagem vai ter que ser muito mais radical, se alguém quiser fazê-la, a gente tem que voltar para a simplicidade do Caminho, para as jornadas do Evangelho, para as práticas sem interpretações teológicas, para a simplicidade que prescinde dos hermeneutas e dos exegetas, porque o Verbo se fez carne e, agora encarnado, o Verbo se explica.

Jesus é o hermeneuta, Jesus é o exegeta, aquilo que eu não entendo daquilo que ele diz, eu compreendo pelo seu modo de agir. Porque ele não era esquizofrênico, tudo o que Ele diz Ele encarnou. Eu não preciso procurar o melhor professor de grego ou hebraico para poder entender o espírito do Evangelho. Vendo os movimentos de Jesus tocando a vida humana, o Evangelho se autoilumina para quem quer, para quem queira. Sempre foi assim!


Não se pode permitir que isso se torne diferente, nem para os presunçosos que acham que o Evangelho cabe na academia dos seus pensamentos iluminados por luz negra e nem mesmo noutro polo desta mesma situação que é a arrogância carismática neopentecostal imacumbada, bruxificada e perversa que transforma a fé em Jesus neste cristianismo de feiticeiros.


Já falei mais do que devia! As conclusões são suas! Que Deus nos abençoe!


Caio Fábio


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Transcrição: Tião Camilo

Revisão: Dora Ramos

Adaptação: Francisco Pacheco

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PALESTRAS | VIVENDO SOB O SURTO DO EVANGELHO | MARCELO E REJANE QUINTELA

01 e 02 de Agosto 2009 na Estação Montes Claros.
19:30h
Onde Hospedar:
SESC Pousada
Av. Deputado Esteves Rodrigues, 1124 - Centro
Montes Claros - MG
Telefone: (38) 3221-1018
Fax: (38) 3221-6555
Acesso a Cidade:
Encontro


[O Portal dos Invisíveis]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

MICHAEL JACKSON EM EVERLAND!

Crianças amadas sem pré-condições e aceitas pelo que SÃO e não somente pelo que FAZEM serão, com raras exceções, adultos mais seguros e com auto-estima apropriada, mesmo que a vida lhes queira submeter depois! Eles quase sempre possuem recursos emocionais forjados na primeira infância para fazer frente às intempéries de existir.

Crianças que cresceram sem afeição, sem maternagem adequada, sem aprovação de seus provedores - senão aquela que advém de desempenhos e prodigalidades, transferências e projeções - serão, por sua vez, adultos inseguros, em luta constante com sua própria imagem e identidade, precisando provar-quem-são, a semelhança do que também acontece com as crianças "mimadas".

Sim, superproteção e abandono podem gerar o mesmo efeito de imaturidade persistente: não deixam que as pessoas cresçam!

Isso é um dogma?

Lógico que não. A alma humana é in-dogma-tizável!

Isso é a vida, meus amigos. É assim desde que foram suspensos os encontros de fim de tarde com o Criador (1)! E para contrariar essa “fórmula” vai ter que procurar muito, e no máximo, encontrará gente que só tem segurança interior porque a treinou durante toda a vida, sem se render aos medos e às "mentiras" que o superego impõe todo tempo!

É verdade! Toda hora a gente vai à luta para tentar crer e fazer diferente do que mandam as vozes paternas incrustadas no cerne do ser, vozes ferozes de críticas atrozes que se amplificam muito para além do que papai e mamãe, de fato, gritaram!

***

No que me diz respeito, a melhor notícia que eu pude receber acerca de Deus, o Pai, é que Ele se parece com Jesus, o Filho! Ambos são um. E hoje, por meio do maior e mais silencioso milagre que se pode experimentar, eu sou a resposta da oração de Cristo narrada por João: O Pai está no Filho e o Filho está em mim (2) e em mim fizeram morada (3)!

E isso porque Deus reconciliou-se comigo (4), apesar de mim (5), e me ama com o mesmo amor que ama o Filho (6) que Ele enviou para morrer a minha morte, e permitir que eu viva a sua Vida durante a minha vida (7) nesse mundo do “cão” (8)!

Mas o poder para viver nesse planeta como filho de Deus experimentam os que crêem em Seu Nome! (João 1.12). Esse é o poder para crescer “con-forme a Imagem de Seu Filho Jesus”, tendo o coração cada vez mais autenticado pelo Amor, à medida que não se endurece ao ouvir sua Voz todo dia!

Contudo, o mundo dos homens vive sem saber que “Deus os amou de tal maneira”! E assim, vivem para conquistar amores condicionados à performances e carismas pessoais. Como nunca é suficiente (essa é a informação interiorizada), sempre é preciso mais e mais e mais, até a loucura e o frenesi fincarem-se na rotina de existir procurando agradar um "pai" invariavelmente severo e irremediavelmente insatisfeito! - semelhante ao "deus" que a religião inventou, aliás!

***

Michael Jackson saiu de cena.

A TV repete que sua morte nos pegou "de surpresa". Mas nada era tão sutilmente óbvio nesse conto de fadas do pop como o fato de que nós nunca o veríamos 'velho'.

Peter Pan nunca será vovô! Ele se apavorava com a idéia de crescer!

Como agora me parece lógico que Michael Jackson não envelheceria! Ele nem se suportaria senil... Trataria de destruir o que sobrou do rosto, antes de ver-se enrugado!

Deus o livrou de si mesmo! Seria menino sempre... Sempre enfeitado, maquiado, recolorido, repaginado, refém da fantasia!

Morreu antes de ser velho porque seu coração infantilizado não suportou os efeitos da dor sedada!
Dói demais querer viver sem sentir dor!

Vítima do medo de não conseguir "chamar atenção", só ele não enxergava o quanto inspirava e chocava todo mundo em nossa cultura, que elege como "rei", "astro", "ídolo" e "ícone" gente da indústria do entretenimento, que gira mais dinheiro do que todos os outros pólos de produção humana juntos!

Que interessante! Esse planeta é uma grande brincadeira! Parece mesmo Neverland - A Terra do Nunca, que o menino bizarro construiu para brincar, solitário.

***

Michael...

Já está bom. Acabou o show! A gente já se divertiu bastante e dançou na lua contigo (9)!

Pena que você não conheceu nosso verdadeiro Pai ainda nessa vida. Era Ele quem se expressava quando você cantava sendo um menininho ainda negro: "You and I must make a pact. We must bring salvation back. Where there is love, I´ll be there!"

Mas Ele, meu Pai, conhece você! E sabe do que você é feito, apesar das máscaras todas com as quais se vestiu!

Agora... Just call his Name, He'll be there...

Vai, menino doente. Vai conhecer o Pai que você nunca teve!

Vai, moço rico e carente... Não há mais dor no colo do Amor! E Ele não vai te jogar fora por uma janela do céu, nem mesmo de brincadeira!

Quiçá a gente vai se encontrar em eternos cenários sem encenações, onde a Verdade reina de cara exposta!

A gente logo vai se ver em "Everland - A Terra do Sempre!", a Casa de meu Pai, que tem muitas moradas... E lugar para você também!

Afinal, ninguém será condenado à "terra do eterno-nunca" só porque foi o mais famoso dos moribundos dessa geração tão esquisita quanto seu ídolo!

_______________
(1) Gênesis 3
(2) João 17
(3) João 14
(4) II Carta aos Coríntios, capítulo 5. 18-21 (mas é bem melhor ler desde o começo do capítulo)
(5) Romanos 5.8 (mas é bem melhor ler Romanos 5 todo!)
(6) João 17.26 (mas é melhor ler a oração inteira!)
(7) I Carta de Pedro 2.24; Romanos 6.4-5; Colossenses 2.12; II Coríntios 5.14 e mais um monte...
(8) I João 5.19; II Timóteo 3.1; João 14.30
(9) Quando eu era menino, aprendi os passos chamados "Moon Walk", que Michael Jackson ensinou toda a minha geração a dançar


Marcelo Quintela
Santos/SP

http://www.youtube.com/watch?v=ehal1eUG1jk

terça-feira, 9 de junho de 2009

NOSSA FÉ SÓ TEM ROCHA, NÃO TEM PILAR…

Desde que o “Papo de Graça” entrou no ar que não tem me sobrado quase tempo nenhuma para responder cartas aqui no site. Respondo todos os dias, mesmo no dia que não respondo nada..., pelo menos umas 50 cartas consigo ainda “responder”; embora somente considere que estou trabalhando nas cartas na perspectiva do site, quando consigo responder uma carta que valha a pena postar, pois, a maioria respondo apenas mandando dezenas de links do site que já tratam exatamente do mesmo assunto.

Aliás, quem já esteve ou tem estado no “Papo de Graça” sabe que se há um lugar para tirar dúvidas em geral, não importando a natureza da dúvida, o lugar é o “Papo de Graça”, na Vem e Vê TV, todos os dias às 15:30.

Às vezes, exibiremos um documentário, e a seguir discutiremos o assunto no “Papo de Graça”. Tente participar.

Além de tudo isto [e de uma agenda que não me pede para sair de casa, mas trás à minha casa o mundo todo] terei que ir várias vezes ao Rio este mês e no próximo [coisas médicas e familiares], além de que talvez tenha de ir à Manaus também duas vezes: uma para acompanhar minha mãezinha em um pequeno procedimento de cateterismo, e, depois de uns dias, voltar para passar uma semana lá: pregando no “Caminho” e também cheirando a floresta, no meio do mato, pelo menos uns três dias, pois, posso morar fora do Brasil para sempre [se for necessário], mas longe da floresta não dá...

Por isto, peço que se possível você Pesquise os temas do e no site e veja se você mesmo se ajuda independentemente de eu conseguir ou não responder pessoalmente a sua carta.
Também imploro a todos que se registrem na Vem e Vê TV, pois, assim, ficaria imensamente mais fácil para mim responder muitas cartas... Falando é mais fácil e rápido do que escrevendo... Meus dedos estão doídos de tanto escrever...

De fato, se fosse possível, eu precisaria ficar um a dois meses sem teclar... Mas me é impossível.
Estamos desenvolvendo uma softerware “inteligente” que lerá todas as cartas que me forem enviadas e buscará no site similaridades temáticas ou de conteúdos, e, automaticamente enviará tais links às pessoas, com a recomendação de que escrevam outra vez apenas no caso de não terem sido atendidas nas questões que possuam.

Pedi ao Elmo, meu cooperador, que desenvolvesse esse softerware porque vejo que as pessoas não se servem do site, e de tudo o que nele existe, apenas por preguiça; ou pior: porque mesmo sabendo que no site há o que procuram, ainda assim não lhes servirá se a mesma coisa não lhes for dita direta e pessoalmente por mim... — o que, para o meu gosto, é fetichismo, e não necessidade de resposta...

No início da década de 90 alguém fez uma pesquisa sobre os “sonhos dos evangélicos”...

Respostas prevalentes: 1º sonho: encontrar pessoalmente o Caio; 2º sonho: passar um dia conversando com o Caio; 3º sonho: ir a Israel com o Caio.

Alguns vieram me contar o tal “sonho de muitos” como se aquilo fosse me lisonjear, mas, de fato, me apavorou...

Hoje, com os meios mais pessoais de que disponho para a comunicação, fica mais fácil dizer às pessoas que não deve ser assim, pois, eu mesmo não estou aqui para alimentar fetiches...
Uma vez, no ano de 99, no Domingo de Páscoa, a campainha de minha casa na Florida tocou às 5 horas da manhã... Abri e levei um susto: era meu amigo Guilherme Kerr, naquele tempo [acho que ainda hoje] morador de Boca Raton, na Florida.

Ele entrou... Conversamos e choramos... No fim ele me disse que aquilo tudo só estava grande como estava, porque eu criara e alimentara um “monstro de expectativas” a meu respeito, a começar nele, que disse que a decisão que eu tomara balançara uns dos pilares de sua fé, que, mesmo eu não sabendo, disse-me ele ser eu...

Eu sabia que a dor dele era grande... Sempre amei o Gui como amigo, embora, durante o tempo em que ele veio trabalhar comigo em 1985/86, de súbito, sem que até hoje ele tenha me explicado..., do nada ele disse que estava indo embora... E foi...

Agora, anos depois, estava ele ali, na minha frente, e com o poder sincero daquela dor...
Eu disse a ele que não havia alimentado monstro algum... Disse que as pessoas é que projetavam o que queriam em mim..., embora eu vivesse me desconstruindo aos olhos de todos, mas que, quanto mais o fazia, mais “eles” diziam: “Esse é o cara!”

Um pouco antes de ele ter estado comigo, a mãe dos meus filhos, àquela altura naturalmente muito magoada comigo, havia sonhado o seguinte sonho, embora já estivéssemos separados há quase 1 ano. Narrei o sonho aqui no site a primeira vez nos seguintes termos:

Em Janeiro de 1999 eu já estava separado conjugalmente da mãe de meus filhos há 10 meses. O mundo político também já havia desabado sobre mim — todo desabamento posterior foi aftershock.

Naquela ocasião ouvi o seguinte sonho a meu respeito e que me foi contado por alguém que à época estava passionalmente magoada comigo...
Por isto, o sonho ganhou ainda mais significado para mim.
Ela contou:

“Era uma praça européia, com cara de coisa antiga. Eu e duas amigas nossas [Sílvia e Cíntia] estávamos lá. Havia uma feira e muitas frutas. De súbito um alarido... A multidão correu. Uma grade alta impedia a passagem do povo para o pátio. Ao fundo um paredão de fuzilamento. Então entra você... Cinco de você. Você como eu te conheci aos 18 anos. Você aos 30 anos, alto, imenso, um gigante, só que no seu rosto havia um espelho; quem olhava para você enxergava a si mesmo. Você era o rosto de todos e todos viam seus rostos em você. Depois veio você como você hoje — janeiro de 1999. E depois de você com cara de hoje, veio você mais baixo, mais magro e muito mais sólido — apesar de sofrido... Por último veio você-seu-pai. Você velho, manso, sábio e pacificado. Vocês cinco foram levados para serem fuzilados. A praça se revoltava contra o ato. Eles apontaram para atirar. Mas você-de-hoje levantou a mão ao céu, exaltou o nome de Deus em palavras que ninguém entendeu, e trouxe a mão ao peito em solenidade. O que você não viu é que seu braço direito havia se tornado em espada e que atravessou seu coração. Uma criança ao meu lado chorava o choro de muitas gerações. E perguntava: Quem vai nos falar de esperança agora? Foi quando eu vi que você-hoje morreu para que você antes e você depois pudessem viver. Você vai ficar um velho sábio e pacificado” — ela concluiu.

Psicológica, histórica e existencialmente esse sonho tem sido profético para mim. E, à época, vindo de quem veio, pareceu-me tomado de total soberania.

Assim, voltando a quem sou e a quem não desejo ser para você, digo:
É minha decisão pedagógica e de natureza espiritual não permitir que me totemizem ou me fetichizem jamais...

O Senhor me salvou; salvou a minha vida e história de vida com e para Ele; sim, matando o “Caião dos Evangélicos” e, assim, me devolvendo a mim mesmo...; livre que fiquei de ser o “espelho mágico” dos “crentes”.

Quem anda aqui comigo, no site ou no “Caminho”, sabe que gosto de respeito e reverencia, o mesmo que dou a todos, e que é o mesmo que demando para mim; mas nada mais além disso...
Encher este site da quantidade e da qualidade de conteúdos que aqui há tem sido algo que poderia ser apenas a tarefa de minha vida, embora não seja, pois, antes de haver site eu já estava entregue à mesma pulsão de gerar conteúdos úteis ao crescimento na Graça para quem assim o desejasse.

A questão é que agora os conteúdos estão aí...
Portanto, não lê-los, e, ao invés disso, somente se sentir atendido se eu responder pessoalmente, não é algo sadio; pois, faz da minha miserável resposta algo como se fosse uma resposta à oração...
Ora, Deus me livre disso!...

Ora, o que eu sei é que se eu morresse agora, as pessoas sabendo que não haveria mais “respostas pessoais”, entregar-se-iam à leitura do site, tirando dele todo o proveito possível; e, talvez, crescendo muito mais do que fazem hoje, quando, não lendo o site, escrevem esperando que eu crie uma site de grife para cada um — com personalização ao estilo Banco Itaú Personalitê.

Essa fixação de From:_______ – To:________; ou ainda: De:________ - Para:____________..., é uma desgraça que tem feito muita gente deixar de ler o conteúdo, porque, no seu paganismo de “grife”, não consideram os conteúdos a menos que tenham sido produzidos para aquela pessoa...; ainda que eu tire do site tudo o que já disse a outros com o mesmo problema e apenas “cole” ali para aquela pessoa com sede de “grife”...

Ora, parece que a pessoa se satisfaz..., mesmo que haja conteúdos muitos mais amplos, práticos e próprios para a pessoa ler e crescer por si mesma.

Portanto, amigos, leiam o site.

Se eu partisse hoje o site seria meu legado mais consciente para quem deseja crescer na fé mediante aquilo que pela Palavra me tem sido dado.

Era isto que queria dizer a você no dia de hoje!...

E mais: faço com você o que faço com meus filhos; pois, entre nós sobra amor, mas cada um deles aprendeu a andar com as próprias pernas.

A satisfação de um pai é a emancipação e maturidade dos filhos!

Nele, que nos ensinou a continuar sem a fisicalidade de Sua presença, quanto mais sem a presença de qualquer um outro...,

Caio
5 de junho de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

domingo, 25 de janeiro de 2009

ENCONTRO NACIONAL DAS ESTAÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA 2009

ENCONTRO NACIONAL DAS ESTAÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA Rio 2009

11 a 14 de Junho 2009

LOCAL: Espaço Lonier - Vargem PequenaEstrada Frei Tibúrcio, 470 - Vargem Pequena - Rio de Janeiro - RJ - (Altura do nº 10.916 da Estrada dos Bandeirantes).

PROGRAMAÇÃO: Mensagens, Canções & Devoções, Celebração da Ceia, Passeios (Conhecendo o Rio de Janeiro), Piscina, Futebol, Praia (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari), Caminhada, Reflexão, Lual, Festa dançante.

ENCONTRO ESPECIAL: I Encontro Nacional do Caminho CriançaESPAÇO: Para reflexão, encontros, reencontros, novas amizades, companheirismo, comunhão, alegria, graça, cura e refrigério em Jesus.

INSCRIÇÕES Novas Vagas: http://www.msasystems.com.br/encontro2009/formularionovasvagas.html

INFORMAÇÕES: E-mail: encontrorio2009@gmail.com

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Videos do Caio Grátis!



Clique aqui e saiba como contribuir para que o sinal da TV seja aberto a todos; e assim, o Evangelho da Graça de Jesus seja anunciado a milhares e milhares de pessoas por todo o mundo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Nova Reforma Não, Revolução do Evangelho Sim!

"Reformar o cristianismo nada muda, apenas se adia o comprometimento
radical que o Evangelho demanda. A própria Reforma Protestante foi um
remendo de pano novo em veste velha. E a tragédia embutida nisso é que
o cristianismo, uma tentativa vitoriosa do diabo de diminuir a loucura
da pregação e o escândalo da Cruz, manteve-se. O mundo não teve ainda a
chance de conhecer o Evangelho conforme as dinâmicas livres e
libertadoras do Caminho, segundo as narrativas dos evangelhos, nas
quais o único convite que existe é para seguir a Jesus.

O que os cristãos precisam saber é que Jesus não teve interesse em algo
que se assemelhasse à civilização cristã ou mesmo com a ' Igreja' como a conhecemos de 332 de nossa era até hoje.

O cristianismo já é uma perversão, transformando o Evangelho puro e
simples numa religião com dogmas, doutrinas, usos, costumes, tradições
imutáveis, moral própria e muita barganha com os homens.
Pratica-se assim uma obra de estelionato contra o Evangelho de Cristo.
É difícil imaginar que Jesus tenha qualquer coisa a ver com o que nós
chamamos de 'Igreja', seja aquela que se abriga no Vaticano, ou sejam
aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos
megalomaníacos.

O ensino de Jesus,
inversamente, é caracterizado por desinstalação, mobilidade, liberdade
de aplicação sem legalismo, confiança do Semeador no poder da
semente-palavra, ênfase na igualdade de todos, denúncia dos poderes
religiosos e pertinência à vida. Na prática, isso significava a cura da
mente, do corpo e do espírito. Significava o anúncio da destruição do
Templo como lugar de Deus. Significava a beatificação de samaritanos e
a demonização de religiosos sem coração.

A coragem revolucionária que o Evangelho demanda de cada geração é aquela
que se lança ao vento e caminha pela fé, e que se dispõe a se deixar
reinventar conforme o espírito do Evangelho, posto que ele não propõe
uma religião, mas o Caminho. Isso significa que cada nova geração tem
que ter a coragem de vestir o Pano Novo do Evangelho no seu tempo e
beber o Vinho Novo do Reino em odres novos. Na hora em que milhões que
assim crerem passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem
pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá, sem sede, sem
geografia, sem dono, sem tutor e sem reguladores da fé.

Não creio em reformas. Creio, sim, numa Revolução do Evangelho que só
incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do
cristianismo e abraçar o risco de apenas andar conforme a revelação da
Graça de Deus em Cristo, conforme a Palavra do Evangelho. Tal fé é
incompreensível pelas mentes viciadas no cristianismo e é
desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical
cristão"

Caio Fabio