segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Uma confissão de fé...

Uma confissão de fé...


A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça (Ef 2.8,9), pois, é também dom de Deus (At 11.18; 2Tm 2.25); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim – Alfa e Ômega – de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas (Rm 8.18-25; Cl 1.15-20; Ef 1.10,22; Ap 1.8), visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo (Jo 10.18; 1Co 15.27,28) o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo (1Pe 1.19,20); sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas (Fp 2.9); e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida (Rm 8.2; Jo 10.10); e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar (Mt 6.12); e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo (Mt 7.1,2; 18.21-35); antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas (Ef 2.10), sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros (Rm 13.10); e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho (Gl 5.23). O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça (1Co 1.18-23).

Senhor, leva-nos a compreender que a Tua Graça nos basta nesta caminhada!

Caio

Extraído do livro "O Enigma da Graça", pags. 23 – 24.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Misericórdia versus Moralidade


Misericórdia versus Moralidade

“A segunda maneira pela qual a revolução de Jesus me afeta centraliza-se em como devemos olhar para as pessoas “diferentes”. O exemplo de Jesus convence-me hoje porque sinto uma guinada sutil na direção inversa. Conforme a sociedade se desenvolve e a imoralidade aumenta, ouço alguns cristãos clamarem de que precisamos demonstrar menos misericórdia e mais moralidade, clamores que retrocedem ao estilo do Antigo Testamento.

Uma frase utilizada por Pedro e Paulo tornou-se uma de minhas imagens preferidas do Novo Testamento. Temos que administrar, ou “ser despenseiros” da graça de Deus, dizem os dois apóstolos. A imagem traz à mente um dos antiquados “vaporizadores” que as mulheres usavam antes de se aperfeiçoar a tecnologia dos sprays. Apertava-se uma bomba de borracha e gotículas de perfume saíam dos buraquinhos na outra ponta. Algumas gotas bastavam para o corpo inteiro; alguns poucos apertões bastavam para mudar a atmosfera de um quarto. Creio que é assim que a graça deve operar. Ela não converte o mundo inteiro ou toda uma sociedade, mais enriquece a atmosfera.

Agora receio que a imagem predominante dos cristãos tenha mudado de um vaporizador de perfume para diferentes embalagens de sprays: o tipo utilizado para exterminar insetos, Veja, uma barata! Spray nela. Veja, um foco do maligno. Spray nele. Alguns cristãos que conheço assumiram a tarefa de “dedetizadores morais” para a sociedade infestada pelo mal que os rodeia.

Sinto uma profunda preocupação por nossa sociedade. Estou tocado, entretanto, pelo poder alternativo da misericórdia demonstrada por Jesus, que veio para os doentes e não para os sãos, para os pecadores e não para os justos. Jesus nunca aprovou o mal, mas estava pronto a perdoá-lo. De alguma forma, ganhou a reputação de amigo dos pecadores, uma reputação que seus discípulos correm o risco de perder. Como diz Dorothy Day: “Eu realmente só amo a Deus na proporção em que amo a pessoa que menos amo”.

Extraído do livro “Maravilhosa Graça” Phillip Yancey Pág. 149