segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Uma confissão de fé...

Uma confissão de fé...


A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça (Ef 2.8,9), pois, é também dom de Deus (At 11.18; 2Tm 2.25); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim – Alfa e Ômega – de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas (Rm 8.18-25; Cl 1.15-20; Ef 1.10,22; Ap 1.8), visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo (Jo 10.18; 1Co 15.27,28) o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo (1Pe 1.19,20); sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas (Fp 2.9); e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida (Rm 8.2; Jo 10.10); e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar (Mt 6.12); e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo (Mt 7.1,2; 18.21-35); antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas (Ef 2.10), sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros (Rm 13.10); e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho (Gl 5.23). O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça (1Co 1.18-23).

Senhor, leva-nos a compreender que a Tua Graça nos basta nesta caminhada!

Caio

Extraído do livro "O Enigma da Graça", pags. 23 – 24.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Misericórdia versus Moralidade


Misericórdia versus Moralidade

“A segunda maneira pela qual a revolução de Jesus me afeta centraliza-se em como devemos olhar para as pessoas “diferentes”. O exemplo de Jesus convence-me hoje porque sinto uma guinada sutil na direção inversa. Conforme a sociedade se desenvolve e a imoralidade aumenta, ouço alguns cristãos clamarem de que precisamos demonstrar menos misericórdia e mais moralidade, clamores que retrocedem ao estilo do Antigo Testamento.

Uma frase utilizada por Pedro e Paulo tornou-se uma de minhas imagens preferidas do Novo Testamento. Temos que administrar, ou “ser despenseiros” da graça de Deus, dizem os dois apóstolos. A imagem traz à mente um dos antiquados “vaporizadores” que as mulheres usavam antes de se aperfeiçoar a tecnologia dos sprays. Apertava-se uma bomba de borracha e gotículas de perfume saíam dos buraquinhos na outra ponta. Algumas gotas bastavam para o corpo inteiro; alguns poucos apertões bastavam para mudar a atmosfera de um quarto. Creio que é assim que a graça deve operar. Ela não converte o mundo inteiro ou toda uma sociedade, mais enriquece a atmosfera.

Agora receio que a imagem predominante dos cristãos tenha mudado de um vaporizador de perfume para diferentes embalagens de sprays: o tipo utilizado para exterminar insetos, Veja, uma barata! Spray nela. Veja, um foco do maligno. Spray nele. Alguns cristãos que conheço assumiram a tarefa de “dedetizadores morais” para a sociedade infestada pelo mal que os rodeia.

Sinto uma profunda preocupação por nossa sociedade. Estou tocado, entretanto, pelo poder alternativo da misericórdia demonstrada por Jesus, que veio para os doentes e não para os sãos, para os pecadores e não para os justos. Jesus nunca aprovou o mal, mas estava pronto a perdoá-lo. De alguma forma, ganhou a reputação de amigo dos pecadores, uma reputação que seus discípulos correm o risco de perder. Como diz Dorothy Day: “Eu realmente só amo a Deus na proporção em que amo a pessoa que menos amo”.

Extraído do livro “Maravilhosa Graça” Phillip Yancey Pág. 149

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O Que o Caminho da Graça Deseja!

::O que o Caminho da Graça Deseja!


O que vocês caminhantes pretendem com o Caminho da Graça? Esta é a pergunta que ouço quase que diariamente. Tenho respondido que, como grupo ao qual se pertence, eu digo, NADA, ou, quase NADA. Agora, o Caminho da Graça como mensagem, este sim, pretende algo que o evangelho pretende com cada um de nós. A mensagem do Caminho da Graça pretende aproximar cada ser humano, seja ele quem for, à estatura de Cristo. O Caminho da Graça pretende tornar pessoas mais parecidas com Cristo. O Caminho da Graça deseja que cada pessoa se torne de fato e de direito, habitação do Senhor, morada do Altíssimo. Sim, o Caminho da Graça deseja produzir gente com cara de Cristo. E isto tem que acontecer na vida. Então, cada encontro dos caminhantes. Cada movimento que fazemos como Caminho da Graça. Cada item que for sendo acrescentado às atividades do Caminho da Graça. Tudo tem como objetivo este desejo, isto é, que cada pessoa ao ouvir o evangelho, e sendo tocado pelo Cristo do evangelho, deseje imitá-lo na vida. Por conta disto, desejamos que muitos ouçam a mensagem da graça que é a essência do Caminho da Graça. Penso que cada pessoa tocada pela graça. Que acolhe a graça. Que desfruta da graça. Que compreende o custo da graça. Que decide por viver em graça. Que faz da graça seu principio de vida. Seu “modus operandis”. Estas pessoas não devem se tornar membro de uma igreja institucionalmente falando. Não devem se tornar adeptos de uma nova religião. Não devem se tornar membros de uma nova comunidade, movimento, grupo, ou algo assim. Estas pessoas devem se tornar “novas pessoas”. Antes de mudarem seus esteriotipos, seu modo de falar, vocabulário, seus relacionamentos, lugares que freqüentam, adotarem um jeito diferente de demonstrar sua religiosidade. Sim, essas pessoas devem passar por um processo de mudança de consciência. É de dentro pra fora e não ao contrário. Agora, isto na prática não é tão simples, posto que, a maioria das pessoas está arraigada às práticas da religião que adotaram, ou, se contornaram às formas de seus grupos, movimentos, moveres, “unções” e por ai vai. E mais, a maioria dos chamados cristãos deste tempo, só se sente “servindo e trabalhando” pra Jesus, se estiverem engajados em algum ministério da comunidade adotada. Exercendo algum cargo num departamento da igreja institucional. Só se sentem espiritualmente saudáveis se estiverem colocando seus dons e talentos em prática no contexto da instituição religiosa a que pertence. Só se vêem crescendo na fé, se encherem suas agendas com atividades da instituição religiosa, da igreja institucional, da comunidade. É a atividade templária que determina vigor espiritual, segundo estes. São os êxtases comunitários. São as práticas e exercício de alguns dons que tem mais ibope do que outros, que confirmam que estão sendo visitados por Deus. São os vocabulários igrejeiros, evangélicos, que os fazem ser reconhecidos como cristãos. São os jargões criados, inventados, que, geralmente, se tornam como uma especie de “senha” da sorte, da vitória, da conquista, do sucesso, da felicidade..etc.... É a hamuletagem evangélica que identifica quem é fiel ou infiel. São os cânticos, orações, sermão, e tantos outros itens que hoje, se tornaram os aferidores do calibre da fé da maioria. Para alguns, as manifestações do Diabo que ocorre em alguns cultos, reuniões e encontros de libertação, significam maturidade espiritual, isto é, quando o Diabo se manifesta é que se tem certeza que Deus esta naquele lugar. Quando é que Deus precisou do Diabo pra se afirmar como Deus???

Não desejamos que seja assim no Caminho da Graça. O que desejamos é que cada caminhante a partir da re-leitura do Evangelho de Jesus, se re-encontre com a Fé Cristã e se re-encante com ela e a partir daí, ganhe plena consciência de si mesmo, da Graça e todas as suas implicações, e passe a viver de um modo que todos que estejam ao seu lado percebam a presença de Deus e de Sua generosa Graça. Que estes, em si mesmos, vejam as transformações que só a Graça pode produzir. Que descubram as alegrias do viver em Cristo e desfrutar de Sua Graça Maravilhosa. Que se livrem das culpas, dos medos, das duvidas, das desconfianças, dos pesos da religiosidade e ganhem um jeito leve de ser em Cristo, conquanto isto signifique não poucas vezes, abrir mão de muito em favor do que se abraçou. Sim, pois, o evangelho antes de ser uma senha para se ter mais e mais, é um modo de vida que significa encontrar na simplicidade, o significado maior de tudo e todas as coisas. Isto porque, em Cristo, tudo ganha seu verdadeiro valor, sabor, perfume, sim, em Cristo a vida é VIDA. Sim, em Cristo a vida é vivida em sua plenitude. Sim, em Cristo, a vida é vivida na vida e não entre muros, paredes, lugares santos. Em Cristo, a vida é santificada e tudo que há em volta ganha o colorido e o encanto que todos procuram e só encontrarão na Graça do Filho Amado de Deus, Jesus de Nazaré, a quem, toda honra, todo louvor toda adoração e todo poder, para sempre, amem.

Com carinho.

Carlos Bregantim

Inverno 2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O que é o Caminho?


O que é o Caminho?

Que Caminho é esse?

O "Caminho da Graça" no Brasil é um movimento que existe para anunciar que "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões".

Seu propósito como lugar de reuniões não é viver para sua própria manutenção institucional, mas ser uma Estação de bom ânimo no Caminhar de Fé dos discípulos de Jesus, afim de que recebam Ministração da Palavra de Deus, e ganhem convicção inabalável de que o Amor de Deus permanece Incondicional, que o caminho de volta está aberto, que há perdão disponível, visto que o Pai nos recebe em festa; que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus como uma nova criatura; para aí então, ser devolvido a terra e misturado ao mundo, para ser SAL e LUZ! (Marcelo Quintela)

Sendo em Cristo tudo que se É, posto que em Cristo se ESTÁ para sempre!

Não somos um lugar enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem, como representação legítima e legal de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de "gente-boa-de-Deus" que acontece em torno de Jesus, e que entendeu que o "Caminho é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver", um lugar de bom ânimo e adoração.

E nesse sentido, o "Caminho da Graça", enquanto movimento histórico, é uma IGREJA, posto ser um lugar onde a Graça tem sabor de vida e a vida tem sabor de Graça! Aqui é um lugar de ENCONTRO, onde todos podem ser e estar conforme a verdade em amor!

Nosso único dogma é o Amor!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Função da Lei Mosaica (preceitos morais) segundo Paulo

Função da Lei (preceitos morais) segundo Paulo


Trazer o pleno conhecimento do pecado:

Romanos 3:20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

Sucitar a ira:

Romanos 4:15 porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.

Avultar a ofensa:

Romanos 5:20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,


Por em realce paixões pecaminosas:

Romanos 7:5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.

A Força do pecado é a lei:

Romanos 6:14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

Romanos 7:7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.

I Coríntios 15:56 b ..., e a força do pecado é a lei.

Gálatas 3:10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.

Adicionada por cauda das transgressões:

Gálatas 3:19 Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador

Serviu apenas de aio (tutor) para nos conduzir a Cristo:

Gálatas 3:23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.
24 de maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.
25 Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.

Quem ama indiretamente mesmo não estando debaixo da lei mais da graça cumpre a lei:

Romanos 13:10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.

Gálatas 5:14 Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

1 João 4:8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Chamados para fora!

O CAMINHO DA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA,SEGUNDO JESUS

O termo EKKLESIA sintetiza de forma impressionante o ser Igreja: São os chamados para fora. No entanto, na história cristã preponderou o caminho inverso, aquele que torna os discípulos em gente ‘chamada para dentro’, para deixar o mundo, para só considerarem ‘irmãos’ os membros do ‘clube santo’, e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente. E nesse contexto, ironicamente, passamos a experimentar uma existência cada vez menos interiorizada, cada vez menos atenta para o que se dá no íntimo, e cada vez menos reflexiva.Mas, lendo o Evangelho, é difícil conceber que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de ‘igreja’.Quem pode ouvir o ensino de Jesus, com toda sua desinstalação, com toda a sua mobilidade, com toda ênfase na igualdade de todos, com toda denúncia aos poderes religiosos, e com toda a pertinência à vida — fosse para curar a mente, o corpo ou o espírito; fosse para anunciar a destruição do Templo como lugar de Deus; fosse para “beatificar” samaritanos e “demonizar” religiosos sem coração —; e, ainda assim, imaginar que Jesus tem qualquer coisa a ver com o que nós chamamos de “igreja”, seja aquela que se abriga no Vaticano, ou sejam aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos megalomaníacos existirem? Não se vê Jesus tentando criar uma comunidade fixa e fechada, como também não percebo em Seu espírito qualquer interesse nesse tipo de reclusão comunitária. Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três... em Seu Nome... e em qualquer lugar... Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida... no ‘caminho’ do Caminho. Para Jesus o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo! Nesse Caminho, as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião. Percebe-se que tanto “malandros arrependidos” quanto “réus confessos” podem encontrar seu repouso.Portanto, Seus discípulos são treinado a espalhar sementes, a salgar, a levar amor, a caminhar em bondade, e a sobreviver com dignidade no caminho, com todos os seus perigos e possibilidade (Lc 10). Com demônios, tempestades, interesses escusos, certezas satânicas, exageros desnecessários, familiares em pânico, medo de trair, frágeis certezas de jamais trair, traição explícita, negação e morte ! Mas, para além disso tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos cessam, as ondas se abrandam, as Leis fixas do universo são relativizadas, os demônios sabem quem Ele é e quem somos Nele! Jesus é o Caminho em movimento nos caminhos da existência. E Seus discípulos são acompanhantes sem hierarquia entre eles. No mais... existem as multidões..., as quais Jesus organiza apenas uma vez, e isto a fim de multiplicar pães. De resto... elas vem e vão... ficam ou não... voltam ou nunca mais aparecem... gostam ou se escandalizam... maravilham-se ou acham duro o discurso... Mas Jesus nada faz para mudar isto. Ele apenas segue e ensina a Palavra, enquanto cura os que encontra.
Não! Jesus não pretendia que Seus discípulos fossem mais irmãos uns dos outros do que de todos os homens.
Não! Jesus não esperava que o sal da terra se confinasse a quatro dignas paredes de um Saleiro Comunitário.
Não! Jesus não deseja tirar ninguém do mundo, da vida, da sociedade, da terra... mas apenas deseja que sejamos livres do mal.
Não! Jesus não disse “Eu sou o Clube, a Doutrina e a Igreja; e ninguém vem ao Pai se não por mim”.Assim, na igreja dos chamados para fora, caminha-se e encontra-se com o irmão de fé e também com o próximo que não tem fé... e todos são tratados com amor e simplicidade.Em Jesus, o discípulo é apenas um homem que ganhou o entendimento do Reino e vive como seu cidadão, não numa ‘comunidade paralela’, mas no mundo real.

O MODELO DO ‘CAMINHO’

O que será, então, que o Senhor tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder?O que sei é que Jesus esperava que tudo quanto Ele havia dito antes acerca de como se deveria proceder, de cidade em cidade, fosse agora vivido como uma ação contínua, num fluxo ininterrupto, num vai e vem constante, e como um poder que nunca tivesse um trono, nem uma cidade santa, nem um vaticano. O que os cristãos precisam saber é que Jesus não era cristão, e que nem tampouco quis Ele fundar o Cristianismo, nem mesmo teve interesse em algo que se assemelhasse à civilização cristã, conforme nós a conhecemos de 332 de nossa era até hoje.Jesus criou o caminho da fé na graça e no amor de Deus, o que deveria ser algo livre como o vento, e vivo e móvel como a água, algo muito, mais muito longe de uma proposta religiosa.Tudo o que Jesus queria era que os discípulos continuassem discípulos, e que os apóstolos fossem os servos de todos; sem haver nem alguém maior, e muito menos, um lugar mais santo ou um centro de poder.Jesus esperava que o poder do Espírito os fizesse sair em desassombro pelo mundo, pregando a Palavra da Boa Nova, ensinando singelamente os discípulos a serem de Jesus em suas próprias casas e culturas. Desse modo, se teria sempre um movimento hebreu, crescente, progressivo, livre, guiado pelo Espírito, e complemente semelhante ao que eles haviam vivido com Jesus durante o Caminho, naqueles três anos de estrada que construíram o Evangelho ao ar livre, nas praias da Galiléia, nos desertos da Judéia, nas passagens por Samaria, nas terras de Decápolis, e nos confins da Terra.Alguém, com razão, diria que tal projeto não seria possível, visto que ninguém consegue viver sem um centro de poder. Entretanto, parece que ainda não se discerniu que o convite de Jesus é contrário a toda lógica de poder, e não propõe nada que não seja Hoje, e que não obriga a ninguém a pavimentar o futuro de Deus na Terra mediante a construção de alguma coisa duradoura.Para Jesus, o duradouro era justamente aquilo que não se poderia pegar, nem fixar, nem pontuar, nem ser objeto de visitas turísticas, dada a sua impermanência num chão marcado pelas urinas dos mandões. Ele esperava que os discípulos fossem como o Mestre, e que aqueles anos de Caminho não ficassem cristalizados nas páginas dos registros dos evangelhos, mas que se tornassem um modo de ser de seus discípulos. O poder dos discípulos, paradoxalmente, está em não ter poder. E o convite para que se morra a fim que se tenha vida, é também válido para a igreja, que - ao contrário do discípulo - quer mandar na vida, e controlar os homens e o mundo. Assim, pretendendo salvar a sua vida neste mundo, a igreja não só perde a sua própria vida, mas deixa de ganhar o mundo.O que Jesus queria era uma multidão de seres-sal-e-luz se espalhando pela terra, e, se diluindo em sabores e luzes que só seriam sentidas, mas jamais se tornando uma Salina ou uma Usina de luz cristã, a serem visitadas pelos curiosos.O reino é como o fermento escondido... até que pervade toda a massa da humanidade... sem ninguém saber como... e sem que ninguém possa dar glória a mais ninguém, se não ao Pai que está nos céus.Aliás, a proposta de Jesus é tão extraordinária, que a vontade de aparecer não pode resisti-la. O sal, por exemplo, foi usado por Jesus como metáfora desse ‘desaparecimento’ da igreja na terra. Tudo ao que Ele associa a metáfora do sal é ao sabor, e nada mais. O sal tem que ter sabor, se não já não presta para nada. E para que o sal salgue e dê sabor, de fato, ele tem que se dissolver nos elementos que recebem o seu benefício. O sal só salga quando morre como sal visível e se torna apenas gosto, presença, tempero, realidade e benefício, embora ninguém possa dizer onde ele está, podendo apenas dizer: ele está na panela. Mas onde?Já a Luz do mundo — vós sois! —, deveria ser a ação contínua da bondade e da misericórdia, de modo discreto, porém pleno de efetividade; de tal modo que os “de fora”, que ao receberem os benefícios da luz, podem discerni-la como boas obras, e assim, eles mesmos, agradeçam a Deus pelos filhos da misericórdia que Ele espalhou pela terra.O que Jesus propõe como simplicidade total, entretanto, logo deu lugar às complexidades regimentais e aos centros de poder. Mesmo dizendo “tal não é entre vós”— referindo ao poder de governar dos reis e autoridades —, o que se criou desde bem logo foi aquilo que era comum, não o que era completamente incomum. Na realidade, quem entendeu o Evangelho e seu significado, sabe que o Cristianismo se tornou uma perversão da proposta de Cristo, transformando o Evangelho puro e simples numa religião, com Dogmas, doutrinas, usos, costumes, tradições com poder de imutabilidade e muita barganha com os homens, em franca e pagã manipulação do nome de Deus.No Cristianismo, Deus tem Seus representantes fixos e certos na terra—o clero, seja ele Católico ou Protestante—, tem Suas doutrinas e Dogmas escritos por concílios de homens patrocinados por reis, e tem na sabedoria deste mundo seu instrumento de elaboração de Deus: a teologia.Desse modo, no Cristianismo, “Deus” não passa de uma ‘potestade religiosa’ e de um poder mantido pelos homens, posto que se crê que sem o Cristianismo, Deus está perdido no mundo.O mundo conheceu o Cristianismo, mas não teve muita chance de conhecer o Evangelho, conforme Jesus e segundo as dinâmicas livres e libertadoras do caminho, de acordo com as narrativas dos evangelhos, nas quais o único convite que existe é para se “seguir” a Jesus.O Brasil, por exemplo, está cheio de Cristianismo, e, paradoxalmente, morto do Evangelho.

Extraido do texto O Caminho da Graça para Todos - Caio Fabio

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

CRENTES E NÃO-CRENTES NO CAMINHO DA GRAÇA

CRENTES E NÃO-CRENTES NO CAMINHO DA GRAÇA


“Não quero que ninguém pense de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve!” ·
Apóstolo Paulo (2 Cor 12.6b)

Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro.
Sigmund Freud


Quando o pessoal do Caminho se encontra, considero absolutamente estratégico desenvolver Mensagens que aprofundem em nós a consciência do Evangelho de Jesus, de modo que, o Espírito da Verdade, que nos guia a toda verdade, possa iluminar a todos, des-vendando dentro de cada um o Conhecimento da Graça, que é experiência existencial, psicológica e espiritual, e não uma doutrina, uma tese ou uma teologia.

Aqui em Santos, nós mal nos conhecemos – é tudo muito incipiente. E eu pouco sei da etapa que cada um se encontra em relação à absorção do Evangelho. O que pregar a cada Domingo, então?

Enquanto me arrumava para ir ao Caminho, institui para mim uma referência, um guia para me orientar, para me balizar em relação aos nossos objetivos no Ensino.

Ganhei a convicção de que subo naquele humilde púlpito com duas únicas intenções:

1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!
2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES!

Eu sei que é uma síntese simplória demais. E sei que para alguns parece chocante e presunçoso tal desejo feito oração e pregação.
Não digo que isso é tudo, mas me parece ser a minha parte. Negar tal necessidade é fugir do óbvio; ela é tão evidente, que julgo ser propício tal ênfase. Eu peço, portanto, sua atenção ao raciocínio transcrito abaixo.
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1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!

Puxa, creiam-me: os evangélicos precisam ser 'humanizados'. Estou certo de que assim feitos, Deus haveria de ser cada vez mais redundantemente Divino em cada cristão!

Hoje a maioria das pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo!
É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados no Cristianismo. E pior: Parecemos não enxergar a caricaturização de Jesus que nos é proposta dos púlpitos. É um Jesus de terceira mão que a maior parte dos crentes segue. "O Jesus que nos foi apresentado é um 'composer' do Jesus da 'igreja', o qual é moldado para ficar 'parecido' com o grupo religioso que se pertence ... e é uma fabricação feita para validar as teses do grupo" - segundo o Caio.
E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental também não realize.

Hoje, na igreja evangélica, primeiro o indivíduo tem que ser salvo do "Jesus inventado"... primeiro precisa ser salvo do Jesus dos Evangélicos para, então, conhecer o Jesus do Evangelho.

De modo que, o primeiro alvo da pregação (CRENTE EM GENTE) tem relação com aquilo que se percebe na maioria dos cristãos: uma profunda descaracterização da individualidade de pessoas que se submeteram aos mais malucos sistemas religiosos de aprisionamento d´alma e do espírito.

O pessoal fica todo enquadrado, maquiado, mascarado, robotizado, oprimido e, tragicamente, tudo em nome de Jesus – fingindo ter compreendido o que significa Vida em Abundância, enquanto também se camufla:
a tristeza que se carrega com sorriso forçado e com a adrenalina cultual,
o amargor com que se deita e levanta, com palavras de guerra;
e o desamor para com o próximo com plásticas de comunhão na hora do culto!

Não é assim? Ora, onde não é assim, está feita a exceção!

O que os cristãos precisam saber é que Não há melhor lugar para conhecer nossa própria verdade, senão no solo seguro da Graça de Deus, onde não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus! Há somente aceitação e renovação! Primeiro se percebe tal qual se é; depois o Espírito promove seus frutos em nós, enchendo a vida de paz, alegria e amor.

Mas, paradoxalmente, os crentes têm medo de se enxergar como gente. O pastor Caio diz que desse ponto em diante, a maioria dos cristãos “confunde descanso e pacificação com vagabundagem existencial. Crescer em entendimento e experiência da Graça de Deus na presente existência, demanda de nós esforço, compromisso, e busca disciplinada de desenvolvimento interior, e que é fruto de auto-exame, e de auto-discernimento, tarefa que seria insuportável sem um coração pacificado pela Graça.”

Então, para corresponder o quanto antes à norma massificada, as pessoas artificializam o agir de Deus, operando em si mesmas uma ‘transformação de ocasião’, uma conversão para fins eclesiásticos, uma supressão de tudo que choca a religião, uma espiritualidade ‘de fachada’, mas compatível com a média comunitária.

Essa falsificação do lavar regenerador e renovador do Espírito dá conta de instituir mudanças para fora do ser, exclusivamente comportamentalista, baseadas no fazer e mensuradas pelo desempenho, sem seu correspondente interior de crescimento na Graça e na Verdade. É a figueira sem frutos, mas adornada de folhagens, que camuflam a nudez própria do outono da vida.

No entanto, quando o cidadão se percebe assim, tendo Deus – em Sua misericórdia – permitido que ele caísse em si e, finalmente, olhasse para dentro, então o que acontece é que ele não se reconhece, e se assusta, se escandaliza, se choca, se culpa, se penitencia! Não sabe porque “depois de tanto tempo de evangelho” o que habita seu interior são as mesmas raivas, angústias e escravidões de outrora, mas agora travestidas de ‘santidade exterior’; existem os mesmos bichos vociferando rancores e preconceitos, só que agora legitimados pela interpretação adaptada da Bíblia, que nos dá a entender que somos seres superiores, triunfalistas, uma raça cheia de méritos em ser santa, um povo que se “acha!” por ser designado de propriedade exclusiva de Deus, sem qualquer compreensão que, em havendo tal eleição, ela é fruto de pura Graça, é anterior a nós mesmos, sendo anterior a qualquer coisa que tenhamos feito ou deixado de fazer, é anterior, inclusive, ao nosso próprio nascimento. Aliás, essa coisa toda é desígnio de Deus desde antes da fundação do mundo, quando o Cordeiro foi imolado para redenção de todo ser criado.

Quanto a mim, não carrego ilusões... não estou esperando ninguém virar anjo, ninguém levitar a 10 cm do chão, ninguém ser levado pela carruagem de fogo da santidade que já não consegue viver no mundo. Ao contrário, posso afirmar que meu esforço pessoal é na tentativa de não me chocar com mais nada, posto que não há nada que você tenha feito que, ao menos em potencial, não exista em mim também.

Gente é gente!

Diante disso, fica aqui declarado: Está suspenso o meu direito de me escandalizar com o que quer que seja verdade sobre você. Prefiro caminhar com você a partir de suas lutas e temores do que fingirmos que não trazemos essas coisas embutidas no cerne de nossas tribulações e dramas de vida.

Não lido com robôs, nem com super-crentes ufanistas, nem me interesso por comportamentos performáticos só para me dar a sensação de que tudo está sob controle na comunidade dos crentes “sob minha supervisão”.

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E quanto aos não-cristãos?

O que significa 2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES?

Ora, a última coisa que eu desejaria aqui era propor que alguém, em se fazendo crente, deixasse de ser gente, repetindo o ciclo acima exposto.
Não precisa ser evangélico para ser gente do Evangelho.
No
Caminho da Graça ninguém vai simplesmente virar evangélico.

Não.

Não lhes farei se submeter a minha própria cultura religiosa,
Não os julgarei e não lhes direi palavra acerca da necessidade de manter a boa reputação do Caminho, posto que nem Jesus se preocupou com isso;
Não lhes imporei o tutelamento das listas sagradas dos evangélicos, nem me utilizarei da Ceia do Senhor como instrumento de punição e disciplina.
Não lhes porei um peso às costas que perverta a experiência do “jugo leve e fardo suave” do Senhorio de Cristo sobre eles;
Não lhes ‘negarei’ as coisas lícitas, nem sou criança para estimular liberdades que são pré-fabricadas para chocar e “colocar pedra de tropeço ou obstáculos no caminho do irmão” (aliás, isso é coisa de crente que pensa que conhece a Graça);
Mas, não se enganem comigo, não lhes proibirei a bebida, o cigarro, a música, a dança, as festas, os namoros com ‘não-crentes’, o divórcio, o casamento sem papel passado, mas sempre e insistentemente devo adverti-los e exortar a todos contra a embriaguez, a ‘des-edificação’, a dissolução, a infidelidade, as “desavenças e invejas”, os extremos, os prazeres perversos e a inconveniência para vida. Mesmo assim, não decidirei nada por ninguém – só corrigindo com brandura os mais fracos, oferecendo conselhos, caminhos e opções compatíveis com o espírito da Palavra.
Não lhes ensinarei – conforme aprendi – a coar os mosquitos e engolir os camelos!
Se a transformação é uma porta que só se abre por dentro, então não serei eu a arrombá-la!
Longe de mim!

Em suma, o que eu quero dizer é o seguinte: Em se considerando que os cristãos têm se comportado como o filho mais velho da parábola, assumi-se o fato de que Deus tem muitos filhos mais novos por aí, em lugares existenciais distantes da Casa do Pai... muita gente...Gente que não sabe que é filho... ou que, em sendo filho, optou por viver independente de Deus, marginalizado do amor do Pai, longe da sombra do pertencimento, e em sendo assim, entregues a si mesmos, às torpezas e dissoluções, que cada vez mais entortam e diluem o ser, e nos colocam em descaminhos vários até o ponto de uma existência medíocre, alimentada com a lavagem dos porcos, em estado de perdição, sem sentido para a vida, sem saber de onde vem e para onde vai, sem esperança, sem horizonte, sem nada que garanta um significado para vida além da satisfação dos instintos primais e dos elementos de sobrevivência diária.

O dia que esse pessoal descobrir o Evangelho, tudo muda! Quando aceitarem por Fé que Jesus Cristo é Senhor, quando confessarem com a boca e crerem com o coração, então há o Novo Nascimento... O dia que eles souberem que o amor de Deus permanece intocável, que o Caminho de volta está aberto, que há perdão disponível “para o mais vil pecador”, que o Pai os recebe em festa, que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus, então... Ah! Então as coisas velhas passam! Tudo se faz novo! Surge uma nova criatura! E agora tudo que se é, se é em Cristo, posto que em Cristo se está para sempre.

Essa é a Boa Nova: Deus já está reconciliado com o mundo, não imputando aos homens suas transgressões! Louvado seja seu Nome! Cabe-nos aceitar a reconciliação proposta na Cruz, e viver a esperança proposta na Ressurreição, com temor e tremor diante Dele.

É isso: crente em gente, gente em crente! Simples assim...

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E nós, a gente-crente do Caminho?

Ora, Deus nos fez agentes dessa Reconciliação, como se por nós Deus estivesse rogando ao mundo e a igreja que se reconcilie com Ele, afim de receber nessa vida ainda os benefícios do Evangelho de Cristo, que é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e depois do gentio! Um e outro! Ambos! O evangélico e o não-evangélico, o crente e o ‘mundano’, o cristão e o ateu.

Não é uma pregação de superioridade triunfalista, de donos da verdade, de gente soberba. Ao contrário, “evangelizar é um faminto dizer para o outro faminto que encontrou a Casa do Pão!”
E é isso que, a priori, estamos fazendo nas reuniões para encontro e pregação da Palavra, sob o emblema do Caminho da Graça.

E em falar nisso, não custa novamente destacar:

O
Caminho da Graça não é o Caminho da Graça. (Eita!)

Verdade!

O
Caminho da Graça não é o que se faz dentro de quatro paredes (onde os cristãos gostam de se sentirem cristãos).

O
Caminho da Graça se faz na vida, em Jesus, com Jesus e por Jesus. Ele é o Caminho, e toda manifestação Dele em nós é AMOR ao PRÓXIMO!

Já o lugar que carrega esse nome é só uma Estação, uma parada, um posto de abastecimento, um lugar para ministração comunitária da Palavra, da Adoração, da Mesa do Senhor, dos dons ministeriais, das curas e dos depoimentos que fortalecem a fé de quem caminha.

De forma que, somos todos Embaixadores de Deus e Ministros da Reconciliação
no meio do mundo,
às portas do inferno,
debaixo do sol,
no trabalho,
na escola,
na esquina,
em casa
e em todo lugar onde estiver gente que é Sal da Terra e Luz do Mundo em Cristo.

E
sem Ele nada podemos fazer, visto que nem o melhor de nós tem brilho próprio, mas gravita ao redor da Estrela da Manhã, que “ao ser erguida (levantada), atraiu todos a Si”, com o magnetismo irresistível de Seu amor incondicional.


Somos, portanto, devedores a homens, mulheres, adolescentes e jovens de todas as tribos,
prostitutas, homossexuais, bissexuais e transexuais,
fiscais de tributos, empresários, motoboys, políticos e donas de casa,
ateus, católicos, espíritas e esotéricos,
ricos e pobres, intelectuais e broncos,
casados, descasados, solteiros, amasiados, juntados, separados, divorciados, viúvos...

E a todos quantos se encontram carecidos da Glória de Deus porque não conhecem em seus corações a conversão que o Evangelho realiza por meio da fé, através da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo – único mediador entre Deus e os homens, que a todos convidou dizendo:

“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Aprendei de mim, que Sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas.”

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Sei que alguns identificaram nas entrelinhas um liberalismo herético e outros, nas mesmas entrelinhas, detectaram um moralismo velado.

Paciência...

Outra coisa não quero!

Sigo fascinado com o poder de restauração do Evangelho: depois que você aprende a ser gente, nunca mais volta atrás! Depois que se abandona a síndrome do desempenho para conquistar amores condicionados, ser um ser humano cai muito bem em nós, e vivemos em gratidão Aquele que, ao nos converter para Si, nos devolveu para nós mesmos, agora livres de si mesmos. Somos devolvidos para a vida livres
de instintos dominantes,
das pulsões sufocantes,
das libertinagens da insegurança,
da embriaguez como refúgio,
do legalismo como justiça-própria,
até da ‘oração’ como ansiedade,
do consumismo anestesiante,
e também do medo, do pavor, do cansaço de existir,
da falta de sentido, do excesso de sensações,
da insatisfação gerada pelos prazeres desenfreados,
do ascetismo orgulhoso, da retórica vazia, do academicismo
das encenações religiosas, das complicações eclesiásticas, da vontade de mandar, de controlar e de ser controlado!

“Eu vos aliviarei...”

Ai que bom ser gente!

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela

Marcelo Quintela - Supervisor Executivo do Movimento “Caminho da Graça

Comunicação direta: marceloquintela@uol.com.br


Leia o texto: O Caminho da Graça Para Todos