sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Morte da Lei - Fernando Carlos

Os fragmentos abaixo foram retirados do e-Book "A Morte da Lei":


"Os fariseus de hoje (como os de ontem) amam muito mais a instituição igreja
(para eles a 'reencarnação' do pomposo Templo) do que aos pecadores, pois,
tal como era no regime
 da Lei, é nela, entre os religiosos, que eles se
alimentam de prestígio e exercem a sua autoridade legalista. Sua motivação,
sua ambição e o seu coração estão nos atributos de Deus, como a soberania, a
autoridade, a honorabilidade e a riqueza. Amam o poder de Deus, e não o Deus
do poder (...fazem-se culpados esses, cujo poder é o seu deus - Habacuque
1:11). Não sentem a menor atração por características de Deus como a
mansidão e a humildade ( Tomai sobre vós o meu jugo [e não o
 da Lei], e
aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso
para as vossas almas - João 11:29). Para os tais, Deus não passa de um
vingador particular de plantão, pronto para castigar os que ousam fazer-lhes
a mínima oposição".

"É um grande equívoco, mas muito comum, achar que Cristo estava tomando as
dores de instituições religiosas – que, em muitos casos, pouco ou nada têm a
ver com a Igreja de Jesus – quando ele disse ao perseguidor
 da igreja:
"Saulo, Saulo, por que me persegues?" (Atos 9:4). Cristo identificou-se foi
com um povo sem rótulo, considerado uma desprezível seita de andarilhos,
pejorativamente chamados de cristãos, e que eram tidos pelos religiosos
israelitas como inimigos perigosos, causadores de divisão, odiados
justamente pelo fato de que esses cristãos não mais se submetiam à sua
autoridade farisaica e corrompida, e anunciavam que Deus - através de Cristo
e, o que é pior, sem a
 Lei (que é a força do pecado e alimenta o farisaísmo)
- agora tratava diretamente com o pecador, sem intermediários humanos. Esse
"destronamento" irrita líderes religiosos até hoje".


"Se nos renascidos no amor de Deus o maligno não toca (I João 5:18), o mesmo
não acontece com a entidade fria, meritória, legalista e farisaica (cujo
deus é a
 Lei) na qual grande parte da instituição igreja tem se transformado
desde o final do período apostólico (em todas as suas denominações), seja
por uma lenta, gradual e aparentemente bem intencionada inclinação para a
Lei, ou por permitir a invasão de lobos devoradores, disfarçados de ovelhas,
inimigos
 da cruz de Cristo, que falsificam e corrompem a liberdade do
Evangelho, reedificando o que o próprio Cristo destruiu para os que nele
crêem (a
 Lei 
– Gálatas 2:17-19). Tais lobos espertamente se aproveitam do
fato de que o povo sempre preferiu preceitos e regras ao descanso e
refrigério oferecidos por Deus (Isaías 28:7-13), e sempre sentiu-se melhor
sob a tutela de um legislador humano (coisa que a instituição igreja
oferece) do que confiando na misericórdia divina (I Samuel 8:4-7)".


e-Book completo: http://pt.scribd.com/doc/10324846/A-Morte-da-Lei

sexta-feira, 13 de julho de 2012




BRINCANDO DE FELICIDADE NESTE MUNDO CEMITÉRIO!

Os poderes deste mundo são esmagadores. Seu Príncipe um dia disse a Jesus que tal poder lhe fora dado; afirmando assim que este mundo é do diabo; e, por mundo, entenda-se o sistema de poder e as mecânicas de troca e de controle que existem na sociedade humana, como o dinheiro, a política, a propaganda, os processos de indução da mente, e todos os valores e dês-valores pelos quais os seres humanos existem; alguns deste pseudo-valores dissimulados como honra, outros como reputação, outros como sucesso, outros como estética, outros como cultura, outros como religião, outros como moral, outros como justiça, outros como leis, outros como imagem, outros como propriedade, outros como obrigação para com as convenções estabelecidas, outros como normalidade, outros como direito pessoal, outros como Direito Instituído, outros como comercio, outros como negócio, outros como moda, outros como fama, outros como admirável nome, outros como dever, outros como qualquer que seja a forma de poder a se ter e praticar uns sobre os outros...

É, no mínimo, de tais coisas que vêm as forças que controlam os homens; ou seja: o mundo!

Sim; é por tais realidades estabelecidas que se mata, se vinga, se odeia, se divide, se sai à guerra, se constroem armas, se imagina o engano como propaganda, se desenvolvem as ciências da manipulação; e, consequentemente, é daí também que nascem as frustrações, os medos, os sentimentos de inadequação, as invejas, as comparações, os cultos ao ter e ao poder, as angustias, as fobias, as desordens psíquicas, os surtos de supremacia e hegemonia, as vontade do capricho, a idolatria, as carências, os descontentamentos, e o afã por se fazer qualquer coisa para que se não fique para trás...

Foi por isto que Jesus disse que o Seu Reino não era deste mundo; e nem poderia ser; posto que os valores, as importâncias desta ordem de coisas [...], sim, todas elas, jazem no maligno, como disse o apóstolo João.

Assim, ser mundano é ser guiado pelo espirito deste mundo e pelas suas importâncias; cultuando os ídolos objetivos e subjetivos criados pelo Grande Fabricante de Importâncias de Existências que não são Vida; a saber: o Diabo!...

É impensável [...], mas todos nós somos mais possuídos pelo espirito deste mundo do que desejamos admitir; e, para nós, parece que a existência fica sem graça sem que nos entreguemos a tal espirito e suas buscas de felicidade [...] como obtenção ou ostentação.

Jesus, no entanto, nunca propôs um caminho de alienação; visto que orou ao Pai: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”.

Desse modo, é no mundo que tenho de viver, ao invés de me alienar dele; porém, existe uma vida que atravessa o mundo sem que dependa dos mecanismos e dinâmicas de valores e significados que o impulsionam, bem como animam aos seus alienados seguidores; sim; dosseguidores do curso deste mundo...

Ora, tal vida no mundo, porém sem que se o siga, é aquela única vida que vemos em Jesus e no Seu caminhar humano!

Jesus é Aquele que viveu no mundo, sem anticépticos, mas que, ao mesmo tempo, passou por ele livre do mal; deixando-nos o exemplo de como tal caminhar se torna em vereda de vida para nós.

Paulo disse que uma das realidades que nos caracterizariam como gente no mundo, mas livres deles, seria a capacidade de vivermos em estado diário de desapego.

Desapego! Sim; a afirmação de importância capital feita por Paulo é esta: “Que os casados sejam como se não o fossem; que os que se alegram como se não se alegrassem; que os que choram sejam como se não chorassem; os compram, como se nada possuíssem; os que se utilizam deste mundo, como se dele não se utilizassem” [citação livre].

Desapego; posto que a aparência deste mundo passa... [...]; e tudo o que nele se vende não perdura; posto que seja feito para iludir e não satisfazer jamais...

Além disso, este mundo é afirmado no Evangelho como sendo um cemitério de diversões e de ilusões; daí se afirmar que ele jaz [...]; ou seja: que ele está morto no jazigo do engano das aparências...

Tudo passa; tudo se esvai; tudo logo perde seu brilho; tudo perde sua importância; tudo vira história, conto...[...]; e isto na melhor das hipóteses; sim; posto que tudo seja miragem; tudo seja vaidade e correr atrás do vento em plena alegria de insanidade...

Ora, é apenas quando essa compreensão espiritual nos controla a mente e as interpretações da existência que se começa a colocar o pé no caminho, na vereda, no chão do desapego.

Pois tudo passa rapidamente e nós voamos” — diz o Salmo!

No fim, o que faz diferença não é ter conhecido a Terra toda, mas seu próprio coração até onde seja possível!

Sim; no fim o que importa não são os muitos conhecimentos, mas os verdadeiros vínculos de amor fiel e leal.

No entanto, para muitos que me leem, viciados que estão nas drogas existenciais do espirito deste mundo, dependentes que se tornaram nos alteradores de consciência do Grande Traficante, tais palavras parecem com os dizeres de um moribundo e desenganado.

Toda-via, apesar de todas as vias que se procure, eu sei, e sei pelo Evangelho e pela própria existência, que estas palavras, e que não são minhas, provar-se-ão irrebatíveis e implacáveis!

Os infelizes que se tornaram sábios já sabem que elas são verdadeiras; os sábios que não se entregaram as infelicidades também sabem da veracidade delas; os velhos que aproveitaram o tempo para refletir concordam com elas também; os jovens que tenham crido mais na Palavra do que nos testes das tentações, também sabem acerca da infalibilidade do que aqui se afirma.

A maioria, entre-tanto [...], parece precisar entregar-se ao engano a fim de que, enganados e desiludidos, venham a aprender o que está estabelecido pela Experiência do Criador; sim, Daquele que nos fez, e sabe como e para o quê nos criou.

Eu, porém, sei que muitos terão que se arrebentar a fim de darem crédito a tais palavras.

Enquanto isto, fala-se; mas sabe-se também que nada substitui a dor ungida pela Graça nas noites escuras das desilusões. E muitos parece deixarem o encontro com a Verdade de Deus para as portas do Hades!


Nele, que disse: “Vede; eu vos tenho dito...”,


Caio
22 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF